Pais cobram abertura de colégio que está em obras desde 2005 em Nova Iguaçu
No bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, a Escola Municipal Capitão Silvino de Azeredo tem professores e um prédio bem equipado, mas que ainda não pode ser utilizado por cerca de 300 estudantes. Como a obra do colégio começou há mais de quatro anos e não foi concluída, as crianças são obrigadas a ocupar salas cedidas pelo Ciep Aurélio Buarque de Holanda. Segundo o secretário municipal de Educação, Jaílson de Souza, a espera chegaria ao fim amanhã, data em que está marcada a mudança para o novo prédio. Mães de alunos protestam hoje, às 8h, em frente ao colégio para cobrar a promessa. - No Ciep, minhas filhas não têm direito à biblioteca, água potável nem merenda. Perdemos projetos do governo federal, porque não tínhamos um prédio - reclamou Evelyn Nascimento, mãe de duas alunas do 1 e 4 anos. A dona de casa também não conseguiu matricular o filho de 5 anos em uma turma de educação infantil, por falta de espaço na escola para abrigar as crianças. Mãe de outro aluno do 3ano, Kátia Maria Gonçalves, disse que deve tirar o filho - que tem necessidades especiais - do colégio, caso não ocorra a mudança: - Não tenho como deixar uma criança com necessidade especial trancada numa sala. Ele não pode nem brincar no pátio. O secretário explicou que houve mudanças de empreiteiras durante a obra: - É inadmissível o atraso, mas chegamos a um acordo com a empreiteira e a mudança deve ocorrer nesta quarta-feira. A carência de professores em Belford Roxo deve acabar nesta quarta-feira. Este foi o compromisso do secretário municipal de Educação, William Campos, com o Ministério Público estadual. No Ciep Constantino Reis, em São Bernardo, e na Escola Márcia de Brito, em Santa Maria, a falta de profissionais continua desde a semana passada. Estudantes da educação infantil e do ensino fundamental estão sem estudar. Segundo o secretário, as aulas serão repostas aos sábados, a partir de abril. O problema aconteceu porque a prefeitura substituiu os profissionais que tinham contrato temporário pouco antes do início do ano letivo. Segundo William Campos, a última gestão renovou os contratos em novembro de forma irregular e um novo processo de seleção foi feito em fevereiro. A prefeitura deseja ainda abrir concurso público para 3.500 profissionais em agosto. Fonte:extra.globo.com
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